28/11/2018 // Artigos

5 cuidados que um advogado deve ter ao usar as redes sociais

As redes sociais são plataformas eficientes e baratas para executar uma estratégia de marketing jurídico. No entanto, essa praticidade faz com que muitos advogados se confundam e acabem cruzando a linha entre o uso regular de redes sociais e a publicidade advocatícia permitida nos termos do Código de Ética e Disciplina da OAB.

Se você é advogado e usa plataformas e recursos digitais como parte do seu planejamento de marketing jurídico, leia nosso artigo e confira 5 dicas para evitar infrações disciplinares e manter a sua presença nas redes sociais de forma ética, sustentável e eficiente.

1. Não usar interações como consultas

O art. 33, I, do Código de Ética e Disciplinada OAB determina que o advogado deve se abster de “responder   com   habitualidade   consulta   sobre   matéria   jurídica, nos   meios   de comunicação social, com intuito de promover-se profissionalmente”.

Isso porque a advocacia deve ser um serviço personalizado, prestado de forma individual, em um ambiente de sigilo. Ademais, a expertise do advogado deve ser oferecida de acordo com a dignidade de sua profissão; preferencialmente, de forma remunerada, é claro.

Dúvidas podem ser respondidas de forma selecionada, comedida e não habitual; mas evite fazer com que as interações em redes sociais se transformem em verdadeiras consultas jurídicas.

2. Não falar em preços

Precificar serviços publicamente é uma atitude que pode causar problemas perante a OAB. Além disso, esta atitude pode passar uma impressão pouco profissional, pois mostra a advocacia como um serviço comoditizado.

3. Não prometer resultados

A advocacia é uma atividade de meio, não de fim. O advogado que usa as redes sociais para fazer promessas e garantir ganho de causas está infringindo disposições éticas.

A título de complementação, vale destacar que esta também é uma estratégia extremamente ruim em termos de construção de marca (branding). Afinal, a sua marca jurídica deve estar centrada na sua expertise e sua identidade própria; não em promessas de resultados.

4. Cuidado com as credenciais

É comum ver advogados que se especializam em outras áreas como contabilidade, coaching e consultoria financeira, para agregar valor ao seu serviço; e existem também aqueles que exercem mais de uma profissão. Se você se encaixa em algum desses casos, tome cuidado com a forma como você se divulga nas redes sociais. O  Código de Ética e Disciplina da OAB proíbe a divulgação da advocacia em conjunto com outra atividade.

Se você investiu na aquisição de mais conhecimento, é natural que queira divulgar seus títulos e credenciais – mas, se for fazê-lo, tenha a cautela de não misturar a sua marca jurídica com os seus outros trabalhos.

5. A publicidade deve ser discreta e moderada

Por fim, é importante que toda a publicidade advocatícia nas redes sociais seja feita de forma sóbria, discreta e moderada. Essas características devem direcionar desde a identidade visual da marca, linguagem utilizada, até o conteúdo dos posts.

O Código de Ética diz que a publicidade deve ser sempre informativa, com textos ou vídeos que passem conteúdos relevantes sobre uma área do direito e que possam ajudar pessoas e empresas com informações preventivas ou com soluções jurídicas para o seu dia-a-dia.

A In Company oferece serviços específicos para escritórios de advocacia, desenvolvendo ações de marketing digital com respeito ao Código de Ética da OAB. Também elaboramos estratégias de marketing de relacionamento para você e seus clientes.

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Alexandre de Souza Teixeira
Sócio Fundador e especialista em marketing jurídico há 13 anos.
41.3362-1330 / 41. 99689-2980

alexandre@incompanypr.com.br

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